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Vincent van Gogh, Man Reading at the Fireside (Etten, October–November 1881 Há quem compartilhe o discurso do artista enquanto ser turbulento, vítima de virulentos sentimentos gorfados na forma de sua obra. Esses creem na arte como um processo involuntário, quase autônomo. Serão os mesmos a crer na separação entre arte e artista? Pois bem, uns preferem o mistério da criação para espelhar, quem sabe, a Criação. Não eu, em ambas as instâncias. Arranco a arte do meu peito à força, voluntariamente. E há momentos propícios para essa busca. O artista que produz apenas sob suas crises está fadado a buscar uma vida miserável para validar sua arte. Eu vivo a inversão desse sentimento, preciso estar bem para produzir - e há quanto tempo não o estou? Vai saber. Ainda tento escrever e me manter ativo, mas o tempo massacra meus planos. O Réquiem já foi lançado tem dois anos, meu Deus, e não consegui reunir uma dúzia de contos para dar sequência à minha obra. Verdade seja dita, não tenho ...