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Vivo com o coração fustigado:
Meus amores todos me assombram
Vejo-me sempre a exorcizá-los,
É nessa maldição que voltam
Mas há sempre anjos que acalentam
Nos breves pares que me acomodam
E os demônios assim sossegam
Em morada tranquila comemoram
"Pois a sina do peito é esperar a flecha
E a benção vem a fechar as chagas"
Deus deu a maior batalha aos poetas
Alvos solitários a pensar palavras
E tantos fantasmas habitam meu peito
Que visto na blusa um cemitério
Enxergam de longe, qualquer, um sujeito
Fazendo rezas, pedindo esotérico:
- Diabo, livre-me assim de sua mácula,
Não me deixe amar outra vez. Tão somente
Me empreste tua face, vil crápula,
E me deixe assombrar essa gente.