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SEM TÍTULO
Há um infinito entre
As palavras ditas
Uns maiores
Outros, menores
Mas todos eternos e agonizantes
São os infinitos entre um e dez
ou de dez em diante
Nas pausas entre todas conversas
São os infinitos entre um e um ponto um
As pausas na fala para respirar
a
hesitação em dizer o que pensa
Seu gesto ansioso
Uma risada
até entre as sílabas
o es pa ço am pli a
Se me aterram os infinitos
É com medo de que por fim
acabem
O vazio no texto é algo
Mas a distância da morte é pouca
Nos infinitos - vivo
Nas pausas, ganho o mundo
e tempo
Com a certeza de que o ruído por fim há de vencer
Como um ponto final, um acorde sustentado pela orquestra de anjos
ou o corte do fio das Parcas
Pois o infinito sustenta a vida
mas morremos ao fim do poema
*Exercício criativo para prática de atividade de criação em 20 minutos como preparação para o 2º Moinho Cultural presencial organizado pelo Ecco Cultural no dia 10/05/24.
