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POESIA DE NÃO AMOR
De todo poeta que escreve amor
Sou o mais chato entre eles, eu declaro
Muito porque odeio meus versos, é claro
Mas um bocado por mais amar em excesso
Paixões demais turvam a mente do poeta
Rompem a métrica, entendem?
E eu que já no momento temo as regras
Não quero perder-me fácil em meus versos
Então, no espaço que me sobra aqui
E, dessa forma, livre do peso da arte
Te reservo umas linhas tão inspiradas!
Oh, amor, a mais bela de todas que vi
É a musa que me inspira nas tardes
É o destino de minha grande jornada
*Este exercício criativo teve como base preparação para o 2º Moinho Cultural presencial organizado pelo Ecco Cultural, no dia 10/05/24. Meu objetivo era compor uma poesia em 20 minutos para me adiantar à dinâmica do evento. Particularmente, não me agrada tanto o soneto, embora o cinismo dele me ponha um sorriso no rosto.
