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crônicas rápidas de dispositivo móvil #3 professor João

As oficinas como contrapartida do lançamento do Réquiem Para Um Amor já ocorrem há algumas semanas, e a experiência tem sido bem interessante por diversos motivos. 

Primeiro, porque ganho a oportunidade de trabalhar meu livro com um público que, de outra forma, não o acessaria tão de imediato; em segundo lugar, porque eu gosto da experiência da sala de aula e de falar - oh talvez só ame minha própria voz e a atenção que recebo; por fim, porque é uma forma de dialogar com jovens de uma maneira positiva e também uma tentativa de influenciar positivamente essas crianças, embora minha concorrência seja o Paulo Kogos e o Felipe Neto cada um à sua forma. 

O primeiro projeto a começar foi no PEMSE, onde os jovens possuem entre 14 e 18 anos em sua maioria. Trabalhar com adolescentes, independentemente de suas origens, é sempre interessante. Essa é uma fase marcada pelo cinismo e pela incredulidade - os jovens adoram desafiar os mais velhos, em grande parte porque estão formando as próprias opiniões e certezas sobre o mundo. Conseguir contornar essa barreira é o ponto chave para saber lidar com a turma e com cada individuo ali em sala. A grande recompensa vem no momento de encantamento, quando os jovens são finalmente cativados por algo que você fez ou disse, não há vitória maior. Este momento, no PEMSE, veio no dia em que levei os livros prontos e pedi para que abrissem o material, pois seriam os primeiros a ler o livro.

Aqui vai uma foto de registro do dia. 

Os jovens gostaram da experiência, se sentiram incluídos e valorizados dentro do projeto, e quiseram saber mais sobre como ocorre o processo de publicação. E nem falo isso sob um véu de ingenuidade de achar que gostaram mais do que realmente gostaram porque já estava trabalhando com essa turma há seis semanas e tive alguns sucessos, mas várias derrotas ao tentar estimulá-los com a leitura. As oficinas no PEMSE começaram semanalmente às quartas-feiras, 9h, e hoje são quinzenais por problemas meus de agenda.

O segundo projeto, que começou agora, ocorre na Escola Municipal José Calil Ahouagi em parceria com a direção e a professora de português às sextas-feiras, 12:30h, com metade da turma de sétimo ano. Esses, mais jovens, oferecem outra dificuldade nos exercícios de leitura e escrita: o foco. Essa geração pandêmica sofre mais com a capacidade de absorção de informações e com a execução de tarefas. Óbvio, também são crianças, e não se pode esquecer isso ao tentar ensiná-los. Mas não acho que seja uma invenção minha essa percepção sobre a qualidade da atenção dos jovens, já que alguns professores me relataram situação similar.

Uma foto do quadro da penúltima aula

O que eu queria com esse blog era me vangloriar um pouco com esse pequeno sucesso. As oficinas estão correndo bem. Em outubro, quando estiver de férias da faculdade, darei continuidade nas oficinas e as realizarei nas escolas que faltam. São cinco mais em São Pedro, além de duas outras instituições que não selecionei ainda. 

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