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Bastidores #1: O John Wick sem coluna está de volta ao jogo

 Meses, talvez até quase ano, que não volto para este blog. Não por falta de vontade, não completamente, mas muito ocorreu da última publicação até aqui. Em primeiro lugar, tive problemas para dar continuidade aos projetos que comecei. Tenho muitas entrevistas para pôr no ar aqui: algumas sairão até o fim do ano, espero (Guilf, Ian, Igor, Everbeatz, outras mais já respondidas e não produzidas). 

Ilustração minha que deve virar pôster em breve

Também tive problemas com a minha saúde. Há quem já conheça meu histórico questionável de 1 visita 1 diagnóstico por médico. Para além do que eu já possuía, descobri problemas sérios na coluna que me obrigaram a parar minha vida para resolvê-los, do contrário estaria debilitado em poucos anos (hérnias, vértebras pressionando minha medula etc.)

Com tudo isso, e mais um pouco de drama pessoal e problemas psicológicos, ficou difícil manter uma continuidade neste blog. Contudo, meus projetos pessoais continuaram se arrastando em frente, não digo andando porque não tive ritmo suficiente para um progresso aceitável dentro dos meus parâmetros, mas a maior parte felizmente não estagnou. Estou voltando à pixel art, já produzi alguns novos quadros à óleo, estou escrevendo um conto (deve sair em 3 partes aqui) e o desenvolvimento do jogo para a Maned Wolf deve ter algum progresso no momento em que eu conseguir fazer meu computador estabilizar a internet. Faltam ainda muitas outras coisas, mas ao menos esta é uma forma de dar prosseguimento à vida. Devo me prestar ao suplício de fazer o ENEM neste ano e também estou inscrito em alguns cursos (muito mais variados que deveriam diga-se de passagem, mas eu sempre fui um sujeito multicurioso).

A ideia é tentar produzir alguma coisa aqui semanalmente, falar de algum livro, de alguma série, ter alguma ideia original e não deixar mais meus neurônios morrerem silenciosos no fundo da minha mente. Por alguns anos brinquei que estava em um processo de emburrecimento proposital para não ter mais preocupações na vida, mas não emburreci ao ponto de me tornar alheio aos problemas nos arredores, só me tornei menos eficaz no enfrentamento. Ou seja, mais um projeto largado à metade e que desta vez me deixou danos a longo prazo - é difícil voltar a exercer algum nível de cognição mais elevado sem gastar com isso muita energia, e eu já não sou o sujeito mais animado conhecido. 

Acabei de lembrar que também lançarei mais uma música neste ano. O rap se tornou um hobby e uma forma de escapismo das pressões que meus demais investimentos artísticos me causam. 

As mais charmosas deste blog

Cowboy Bebop - Análise, crítica e um pouco de melancolia

 Eu nunca tinha visto Cowboy Bebop até entrar no catálogo da Netflix. A história é um desses marcos culturais que todo mundo ouve falar vez ou outra nas rodas de conversa, mas que até ter esse acesse facilitado pelas megacorporações de entretenimento sem criatividade para criar propriedade intelectual nova, na necessidade de reaproveitar o que já funcionou uma vez e pode vender de novo, apenas os dedicados e capazes de piratear tinham acesso. A frase acima ficou enorme. Eu tenho esse problema com minhas introduções. Vamos ao que interessa. Cowboy Bebop é, em resumo, a história de Spike Spiegel, um cowboy - caçador de recompensas - que atua no nosso sistema solar atrás de criminosos e gente da pior espécie. Ao lado dele, o piloto e dono da nave Bebop, Jet, um ex-policial que atuava em Europa e que abandonou a corporação depois de alguns anos e eventos em seu passado.  Depois, junta-se à dupla a criminosa Faye Valentine, gatuna que roda o sistema solar atrás de dinheiro fácil, o...

One Piece - Resumo, crítica e análise de todas as temporadas [em ordem cronológica - em construção]

 Eu assumi comigo esse desafio insano e vou cumprir pouco a pouco. Conforme eu for relembrando as sagas pelo anime, visto que já comecei a ler tem mais de oito anos, vou atualizando aqui esse raciocínio.  Para não enrolar muito algo que já vai ficar imenso, vamos lá. Resumo de One Piece Luffy D. Monkey é um jovem que aspira ser o Rei dos Piratas e para isso sai para os mares em busca do grande tesouro deixado pela lenda suprema da pirataria Roger D. Gol. Luffy comeu a Gomu Gomu no Mi, a fruta do diabo que o transformou em um homem borracha incapaz de nadar. Tendo nada além de um sonho e a capacidade de esticar o próprio corpo em várias formas, o jovem sai pelos mares atrás do One Piece - o tesouro de Roger que irá coroar quem o encontrar como o próximo Rei dos Piratas. No geral, a história vai por aí: pirata que estica roda pelos mares. Vamos agora aos detalhes e minúcias.  Crítica da Saga East Blue East Blue é a primeira saga de One Piece e trata, em termos narrativos, d...

Como escrever um livro #9: Como estruturar um capítulo de livro

O que é um capítulo? Quantas páginas tem que ter um capítulo? Para que serve um capítulo? Mil e uma maneiras de escrever um capítulo por um sujeito que já usou de três delas para três projetos diferentes. O que é um capítulo? Essencialmente, o capítulo é uma divisão narrativa utilizada para oferecer uma quebra na dinâmica do enredo atendendo a algum objetivo e dividindo tematicamente a história.  É uma mini-história dentro da história que dialoga com o resto da narrativa complementando-a diretamente ou indiretamente.  O capítulo é uma subpasta dentro de uma pasta maior, onde pode encontrar uma situação específica: fulano vai a tal lugar, um problema no mercado, pintando as paredes da casa, enfrentando o gladiador da Espanha, etc.  Quantas páginas tem que ter um capítulo? Quantas forem necessárias para sua história. O que costuma ocorrer, na verdade, é autores escolherem uma média de páginas e se manterem nelas ao longo de um mesmo livro. Isso gera conformidade para o leit...